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SINOPSE: Em que o amor é diferente da loucura? Este é um dos questionamentos de Inácio, homem de cinquenta anos que acaba de enterrar a mãe, consumida pela loucura. Esta morte faz com que ele seja lançado na roda do tempo. Até ali, passara a vida preso em fendas temporais, dividido entre amores presentes e passados. Ao reencontrar um amor suspenso há anos, o sentimento que estava congelado começa a derreter e toma sua vida de forma que sua velha casca já não lhe cabe mais. Os dois acontecimentos fazem com que se depare com a pergunta sobre seu desejo, e terá que se haver com isso, reescrevendo uma nova história. 
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VEJA ABAIXO UM POUCO SOBRE O LIVRO COSTURANDO PALAVRAS

A psicanalista Isloany Machado lançou no dia 14 de dezembro de 2012 seu primeiro livro de contos e crônicas intitulado "Costurando Palavras". A autora iniciou a escrita literária após perder inesperadamente um familiar. Antes, já escrevia textos técnicos de sua área de atuação. Como forma de lidar com a dor da perda e as dores de existir, aproximou-se da literatura e começou a escrever ficção em contos e crônicas. Incentivada pelo esposo, criou um blog (www.costurandopalavras.com.br) em que passou a postar semanalmente seus textos.
Inscreveu-se este ano no concurso de contos Ulisses Serra, promovido pela Academia Sul-mato-grossense de Letras e foi classificada em primeiro lugar com o conto intitulado “O melhor roubo da história”. A partir desta premiação, decidiu publicar um livro reunindo seus outros textos ficcionais. Já que seus primeiros escritos foram publicados no blog chamado Costurando Palavras, o livro levou o mesmo nome e possui vários textos inéditos. Para publicar seu primeiro livro, recebeu apoio cultural do site Tuiuiú em Cena (tuiuiuemcena.com.br) e do Ágora Instituto Lacaniano.
Seus textos trazem como temática os desejos, as dores e angústias, marcas do humano. O livro está dividido em três partes (contos, minicontos e crônicas do avesso) e o que perpassa as três partes é a delicadeza e simplicidade com a autora trata de assuntos cotidianos da vida com um olhar que não é de piedade, mas poético e esperançoso. Sua escrita explora os conflitos psíquicos e são influenciados por sua leitura psicanalítica, pois cada sujeito carrega em si um caldeirão de pulsões que não fazem dele bom ou mau, mas errante, desejante, angustiado, pulsante, sempre em busca de algo que nunca encontra. Assim, olha o mundo “pelo avesso”, ou seja, presta atenção naquilo que escapa aos olhares acostumados do dia-a-dia.
Seus autores preferidos, além de Freud e Lacan, são: Machado de Assis, Gabriel Garcia Marquez, Manoel de Barros, Flaubert, Dostoievski, Milan Kundera, Clarice Lispector, Cervantes, Drummond, Cecília Meireles, dentre outros que influenciam sua escrita.
Segundo o psicólogo e professor doutor da USP (Universidade de São Paulo), Christian Ingo Lenz Dunker, "o livro de Isloany é um pequeno ready made literário, tal como um conjunto de exercícios que exploram a tensão entre humor e forma. São fórmulas rápidas, receitas, cartas, declarações e pequenos demais encontros de palavra".
A apresentação do livro foi escrita por Rubenio Marcelo, poeta e membro da Academia Sul-mato-grossense de Letras e o prefácio, por Alba Abreu, psicanalista.

Comentário de Janaína Lobo Sant'Anna
Isloany Machado, peguei seu livro Costurando Palavras no consultório há uns dois meses mais ou menos, mas com a correria deixei no armário da minha sala e hoje lembrando de um conto que havia lido a um tempo atrás e diante de uma angústia pessoal, peguei o livro da estante e tal qual uma criança com uma barra de chocolate na mão, só parei quando li as palavras finais. Fechei o livro e fiquei repassando algumas frases na minha cabeça e o primeiro questionamento foi " será que são reais, pelo menos alguns, pelo menos Pela Primeira vez tiete ( tão lindo) ??" E depois de uma análise, ainda com o livro na mão, decidi que não importa, pois de forma ou outra as palavras são reais.. e ao final do dia, e com os compromissos atrasados por conta da leitura não marcada na agenda, a angústia do inicio do dia havia se dizimado.. muito provavelmente se perdeu em meio as belas palavras por você costuradas.. Parabéns pelo livro!
Comentário de Gisele Vancan


... E como o ladrão do primeiro conto, eu não queria mais parar de ler, o livro é muito divertido, me levou para o mundo da imaginação, me levou para vários momentos da minha vida, viajei junto com você, e terminei minha viagem cantando músicas infantis no ônibus do bairro.

A sua costura está ótima, os retalhos são bonitos e cada peça por você costurada vale à pena. Parabéns! Me sinto até emocionada talvez como você no encontro com Manoel de Barros, assim como você não sou fã de ninguém, ou melhor não era. Essa leitura me fez muito bem. bj



Comentário de Pricila Pesqueira


Isloany,

meus parabens pelo livro. Eu adorei e li em tempo recorde para quem tem filho pequeno... (risos). A terceira parte foi a que eu mais gostei, nao da vontade de parar de ler... nem consigo eleger um texto preferido... porque eu gostei de muitos.

Acredito que a escrita aplacou um pouco de sua dor e tenho certeza de que a leitura de seu livro nos ajuda com as nossas dores tambem...

Estou ansiosa para o proximo.

Com carinho



COMENTÁRIO DE MIGUEL CARNEIRO

O-I I-S-L-O-A-N-Y


Sobre costurando palavras, primeiro observei os elogios de Alba Abreu, Rubenio Marcelo e Christian Dunker. Leio a apresentação, prefácio e nota da autora. Até aí tudo normal, evidentemente, com emoção, pelos elogios a uma pessoa próximo da gente. Mas quando comecei ler o conto: O MELHOR ROUBO DA HISTÓRIA, meu cérebro ingênuo mergulhou nas palavras costuradas. Logo notei que a costura se rompeu. Sabe por que? Vou te contar, mas tenha paciência, pois fluiu, jorrando pensamentos. Pensei em um tambor de duzentos litros cheio de saliva de calango. Estava tão cheio que transbordou. Assim que ficou meu cérebro ao viajar no texto.
Transbordar água ou outro líquido qualquer é fácil, mas saliva de calango... não é tão fácil também transbordar pensamentos, mudando a qualidade destes no decorrer da costura em um pequeno texto.
Gostaria de comentar sobre o livro por inteiro, mas meu cérebro foi desenvolvido pra trabalhar com os braços e pensar pouco. Não tenho costume de botar no papel o que penso. Então vou me prender em apenas dois: o primeiro e o último.



Ladrão! Ladra! A Islo é doida! Roubar chocolates! Ladrão de bolsas! Ei Miguel! Mas como você é ingênuo! Trata de ficção. O ladrão é um personagem.


Mas onde a autora quer chegar? Roubar bancos? Vai acabar mal essa história. Cadeia ou morte na certa, ou não, pois não será uma triste história. De repente aparece o livro, a livraria, viagens através da leitura, amizade, papo e vaga de emprego. Exclamei! CURRÍCULO ENGANA MESMO! Mas pensa, que enganada legal! Pois tendo escondido uma verdade, aparece o primeiro emprego, casamento. Pensei: logo vem a prole! Me enganei, aparece negócio próprio, formação profissional, arrependimento, quando sente a necessidade de devolver o livro roubado.


Costurou, costurou... deixou o personagem costurado e amarrado.


I-S-L-O! desisti de comprar a chipa pois contem queijo, tenho intolerância a lactose. Não tem chip da vivo? Te confesso: a confusão da chip(a) me fez lembrar que comprei um CD evangélico achando que fosse CD da Angélica. Que decepção.


Parabéns Islo.





Cordialmente,


Miguel Carneiro de Oliveira

COMENTÁRIO DE LUCIANO GUEDES

Olá Isloany, Recebi o livro. Agradeço a dedicatória. Ontem a Flavia deixou o livro na escola onde trabalho. Quando cheguei o diretor me entregou e fui direto pra sala de aula. Então resolvi apresentar o livro aos alunos, dizendo a eles que eu comprei esse livro porque me senti seduzido pelo título, e que eu tinha acabado de receber, e que por isso não tinha iniciado a leitura. Expliquei que era um livro de contos e crônica e perguntei se eu poderia iniciar a leitura ali mesmo na aula, junto com eles, do primeiro conto. São alunos da EJA, portanto, já adultos. Eles toparam, e foi uma experiência extraordinária. Comecei a ler a crônica “melhor roubo da história” e me surpreendi com a atenção de todos voltada para aquela leitura arrebatadora!!! Rimos com as primeiras aventuras da personagem e, com a sequência do enredo, fomos mergulhando num silêncio profundo de reflexão. Aos pouco minha voz foi embargando e não demorou para que uma lágrima escorresse pelo meu rosto. Fui tomado pela emoção ao longo da leitura. Foi uma experiência de enlevo. Te escrevo isto pra dizer obrigado pelo presente da sua escrita que possibilitou a mim e aos meus alunos essa deliciosa experiência de da significados para a vida a partir da linguagem literária. Afinal, penso que através da linguagem, habitamos o mundo. Um grande abraço.


Comentário de Stela Victório Faustino - Psicóloga

Há pouco mais de um mês tive o prazer de conhecer o livro da Isloany! E que alegria!! Já não podia parar de ler, mas ao mesmo tempo, eu tinha dó de que chegasse ao final... um verdadeiro prazer de ler!
Me levou para emoções, recordações e também risadas com a receita literária!!
Quero mais!!Quero mais!!

Mais que recomendável!!!
 

Comentário de Letícia Ramos - Estudante de psicologia/SP


Muito obrigada pela oportunidade de conhecê-la! Gostei muito dos livros (ainda estou terminando o livro dos avessos humanos) Mas Costurando Palavras me fez lembrar da infância, quando você fala sobre sua irmã, eu e minha irmã também éramos assim, mas eu sou a mais velha rsrs. Na parte em que se identificou o indígena também adorei e até me arrepiei, tenho no meu sangue uma parte indígena também, gostei muito daquele texto. Adorei suas indicações de leitura, no qual irei me programar para começar a ler e aprender sempre mais, por enquanto por causa do final do curso, com tcc e estágios (e as matérias tbm) só consigo ler no ônibus, seus livros são meus companheiros de viagem. O engraçado foi que comecei a prestar mais atenção nessas pequenas viagens de ônibus, porque sempre que você reparava alguma coisa nas suas viagens e já vinha uma história! Achei muito bacana e original e você ser tão jovem e já dotada de tanto conhecimento e capacidade de escrever. Quero ser assim quando crescer rs. Parabéns pelo seu caminho tão rico e como você valoriza cada momento. Achei o máximo também quando você conheceu seu ídolo, teve o seu sonho realizado!
Que bom que hoje em dia temos essa possibilidade de falarmos assim e estar em contato.
Infelizmente faço aquilo que você não gosta e marco as frases que gosto nos livros, os seus já estão marcados, mas com frases que realmente marcaram muito. Uma que nunca me esqueço e que frenquentemente vimos nas grandes cidades é aquela que você fala sobre o nosso "Não Olhar" para as pessoas, que baixamos o olhar pra muitas coisas que não queremos ver... como os mendigos, crianças ou viciados de rua, a miséria e a pobreza dói de se ver.
Espero que um dia eu possa virar "Bocó" também, quero estudar muito e nunca desistir. 
Um grande beijo e estou adorando ler os Avessos Humanos e suas citações de Freud e Lacan. Gosto muito das suas palavras tão originais e a parte da Giboia com G, por causa da sua prima na psicina e entre outras como seu verbo de Inspiramar... É realmente encantadora. 
Desejo todo sucesso do mundo pra você e quando lançar mais livros, me avise que comprarei com prazer!

Manterei contato. Um beijao  e já me considero sua fã =)


VEJA O PREFÁCIO DO LIVRO EM DEFESA DOS AVESSOS HUMANOS



           Isloany Machado é uma despensadora que com sua pena, ou melhor, com seu teclado, avessa o cotidiano e o expõe com o frescor de uma prosa num bar com uma amiga, com o gosto de uma confidência sussurrada, com o calor e o perfume do Planalto Central e da poesia de Manoel de Barros.
Isloany é despretensiosa, e por isto mesmo, o que ela faz é precioso. Diz que não sabe escrever teoria – mas fez Mestrado. Apesar do que diz, às vezes se arrisca a escrever sobre a teoria e a técnica da psicanálise. Mas bom mesmo é quando ela relaxa e se deixa atravessar pelos mistérios da Caverna do Dragão, descoberta por Freud, e que nós chamamos de inconsciente.
É então que sua prosa se torna mais saltitante e saborosa, menina sapeca e mulher sabida, recordando causos da infância, nos apresentando, com o entusiasmo de quem acabou de descobri-los, livros célebres, refletindo sobre detalhes, ou apenas resmungando.
Na sua Apresentação (incompleta), nos comunica com elegância econômica, e por isto mesmo mais tocante, a origem de seu escrevinhar: a dor de uma perda insuportável, de um companheiro de infância que escolheu cair fora da vida. Diz-nos então que “de um grito de dor, a escrita tornou-se um novo amor.” Mas não só, pois no desfiar das palavras, o amor perdido transforma-se em lembrança, junto com os significantes que “compõem” a autora: sopa, tigela, dias quentes da infância. Lindo trabalho de luto, em que “as palavras lambem suas feridas”.
Neste sentido, o livro é o relato de uma travessia, da dor insuportável à miséria comum, evocada por Freud. Só que a paisagem que se desenrola ao longo desta travessia não é de miséria, e muito menos comum. Claro está que a temática da angústia retorna, recorrente, repetitiva: angústia de Graciliano, de Tchekhov, do aposentado no ônibus, da moça pintada que, sem saber, procura o amor...E não poderia deixar de ser assim – é este fundo bem verdadeiro de angústia que faz brilhar o riso, a piada, a brincadeira, a recordação, o entusiasmo.
Comecemos pela Declaração Universal dos Avessos Humanos, um libelo enérgico em defesa das diferenças, em nome do desejo. Mas com direito a artigos bem peculiares, como o 7º, que resume de forma hilária e inesperada, porém eficaz, a interdição do incesto: “Todos são desiguais perante a lei paterna e não têm direito, sem qualquer distinção, de bulir com a mãe da horda primeva.” E o leitor descobre, ao mesmo tempo, que existe uma mãe da horda primeva (sempre desconfiei), e que bulir com a mãe é a própria essência do desejo incestuoso.
Do mesmo modo, o artigo 13, item 1, preconiza que: “Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção, ainda que sofra de conversão histérica.” E de súbito se torna óbvio que não há nada mais movimentado e buliçoso do que uma grande paralisia histérica.
Ao falar dos livros que lê e ama, Isloany deles se apossa e os torna pretexto para uma conversa íntima com a autora (Água Viva, de Clarice Lispector) ou para refletir sobre um tema; o feminino, por exemplo (Balzac e Flaubert). Mas é claro que não o poderia fazer de uma forma banal.
Balzac, por exemplo, é um velho conhecido, um “daqueles homens que veem beleza nas mulheres de semblante melancólico”. A mesma intimidade aparece na análise de Madame Bovary: a autora não gosta de Rodolfo, um pilantra “que conhece bem a alma feminina”, e é com deselegância que o safado “manda essa” para Ema, ao falar das almas atormentadas.  É a isto que chamo de se apossar do texto: é se intrometer nele, dele participar, mais do que usá-lo como ilustração de num ponto de vista. Afinal, Balzac é melhor do que Prozac, embora a autora prefira a desmedida da Ema de Flaubert.
Caverna do Dragão que é o inconsciente, as memórias da infância se misturam a livros infantis e ao desenho animado Madagascar. Com A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga, nos deparamos com “uma bela metáfora do amor” no encontro entre a Guarda-Chuva, que não queria ser apenas bonitinha, e o galo Afonso, com seu medo de voar. No filme infantil, Madagascar, a autora descobre um ensaio sobre o desejo, e conclui; “um sujeito desejante é um viajante, que está sempre de malas prontas para uma nova partida”.
Sim, Isloany não foge ao óbvio também. Tem o despudor de se mostrar por inteira, com sua força e suas fraquezas, dor e alegria entusiasmada. Alguns dos textos parecem bem simples, quase banais, mas nunca verdadeiramente o são porque traduzem o esforço da autora de “virar bocó”.  Lacaniana verde, e não roxa, que é uma cor muito pesada, e inspirada, ou melhor, inspiramada por Manoel de Barros, eleva ser bocó à dignidade de uma posição ética: “toda palavra torta me conserta e me concerta de araras”.
Ser bocó é tomar o mundo pelo avesso (a tal da realidade psíquica), é se deixar desarrumar e consertar pelas palavras (a tal da psicanálise). Ser bocó é ser sujeito do desejo, afetado pela angústia e é ser também o objeto que causa desejo e angustia: ”Bocó é aquele que olhando para o chão enxerga um verme sendo-o.”
Ser bocó é tudo. Sejamos!
                                                                      Maria Anita Carneiro Ribeiro
Psicanalista

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