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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Manoel de Barros e a histerização do discurso



  Ler Manoel de Barros, dependendo da fase da vida em que se está, pode ser perturbador. Se for uma época da vida em que o sujeito estiver bem calcado em suas certezas, a leitura pode ser devastadora. Para muitos, é mais fácil pensar que a poesia do ínfimo não quer dizer nada, é uma besteirinha qualquer de criança, sem nenhum tipo de valor estético no sentido da masturbação das palavras. Sim, porque há poetas punheteiros de palavras. Com isso quero enfatizar que em Manoel de Barros o que encontramos é uma estética avessa ao lirismo das belas palavras, das rimas e das construções rococós. Estamos muito mais no campo da desconstrução.