Ultimamente tenho pensado muito no chuveiro,
na hora do banho. É um tempo que tenho para estar só com meus pensamentos. Não que
me passem coisas muito filosóficas ou existenciais pela cabeça, pelo contrário.
Penso, por exemplo, no que fazer para reverter o processo de bunda negativa que
o pós-parto me deixou como herança. Essas coisas passam pela cabeça, além dos
compromissos diários, as contas a pagar, enfim. Mas eis que ontem me veio uma
lembrança da infância que casou com uma ideia para uma crônica que há tempos
estava fermentando.
Aqui você encontrará textos sobre psicanálise, literatura e meus escritos literários.
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Leia aqui o texto que inspirou o nome do Blog!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
O sofrimento psíquico e as palavras
Por
esses dias ando um pouco triste. Triste e angustiada. Não, não é verdade. Eu só
queria saborear as palavras “triste” e “angustiada”. Se eu estivesse triste,
acho que a palavra triste me definiria bem. Não a palavra triste no sentido de
que a palavra esteja triste, mas no sentido de que a palavra “triste” definiria
meu sentimento. O mesmo serve para a palavra angustiada, não a palavra estando angustiada,
mas...bem, vocês entenderam. Fato é que as palavras dão forma aos sentimentos. Estar
angustiado, por exemplo, é diferente de estar ansioso. Pense nas palavras,
sinta a diferença. Diga: hoje estou angustiado. Tente sentir a angústia. Bem,
agora diga: estou ansioso. Sentiu? A ansiedade faz cócegas no estômago e bem no
comecinho do intestino delgado, já com a angústia, parece que o buraco é mais
embaixo. Ou melhor, mais em cima. A angústia faz assim uma espécie de compressão
no peito, atinge pulmão, traqueia, algo por ali. Ambos viscerais. Os sentimentos,
as palavras.
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