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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O curioso caso de Herculine Barbin: "Sou homem ou sou mulher?" no real do corpo


A pergunta “sou homem ou sou mulher?” nos remete à clássica questão histérica, sobre que posição o sujeito ocupa na partilha dos sexos. Ora, bastaria despirmos um sujeito para determinar qual seu verdadeiro sexo? A resposta parece óbvia, e foi exatamente a este tipo de exame que submeteram Herculine Barbin, jovem de 25 anos que escreve suas memórias por acreditar que sua vida acabará em breve. O relato se passa no século XIX e conta a história de uma pessoa que descobre ser hermafrodita, mas só o faz depois dos vinte anos de idade.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Analista-mestre e Pequeno analisante-gafanhoto


Eu nunca gostei muito de filme de lutas, nem nunca me interessei em saber sobre artes marciais tipo kung fu, karatê, judô, etc. Mas como meu marido já foi judoca (se é que alguém deixa um dia de sê-lo) e apaixonado por Karate Kid 1, 2, 3, 4, 5, ad infinutum, vez ou outra me meto a assistir junto com ele. Fato que não me serve de moeda de troca, pois ele recusa-se veementemente a assistir comédias românticas comigo. E aí, acontece que somente na vida adulta descobri que existem os mestres e os pequenos gafanhotos.
Como pude viver até os trinta anos sem saber disso? O marido me explicava que um mestre só é mestre porque tem um pequeno gafanhoto sedento de saber. Ou seja, não existe mestre se não houver um pequeno gafanhoto para beber seu conhecimento, assim como não existiriam pequenos gafanhotos sem mestres. Intrigada diante do que me pareceu uma grande questão filosófica, fui buscar saber mais sobre a dupla e descobri diversas historietas envolvendo mestres e pequenos gafanhotos. A que mais me chamou à atenção foi esta que transcrevo aqui:

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Tarja Branca e Psicanálise: Tudo a ver



Dias atrás, por indicação de uma amiga, assisti um documentário chamado Traja Branca. Mais uns dias depois, assisti de novo. É um documentário que a gente mal termina de ver e já quer ver de novo. Esquisito isso, mas foi exatamente o que senti. É porque Tarja Branca fala sobre a infância e sempre me bate uma nostalgia desse lugar. Não é bem uma vontade de voltar, até porque isso seria impossível, a não ser na ficção científica, quando assistimos De volta para o futuro ou ainda O exterminador do futuro. Esses dois filmes têm o futuro no nome, mas tratam mesmo é da volta pro passado.